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Como cuidar da minha Rinite Alérgica?

É muito comum pacientes que se apresentam para cirurgias do nariz queixarem-se de sintomas que incluem coriza, prurido nasal, esternutações (ou espirros), prurido (ou coceira) nas orelhas e nos olhos, além da obstrução nasal entre outros.

A Rinite Alérgica é tão prevalente que algumas estimativas calculam que nada menos que 30% dos Brasileiros (mais ainda em grandes centros urbanos como São Paulo) sofrem deste mal, em formas leves ou graves.

Alguns cuidados ambientais não-medicamentosos são fundamentais para o controle e tratamento da Rinite Alérgica. Muitas vezes, bastam para uma resolução completa dos sintomas. Sempre ajudam muito em conjunto com tratamentos médicos. Eis algumas delas:

Sempre realizar higiene nasal diariamente com solução salina isotônica, ou como se diz no popular, soro fisiológico. Por exemplo: aplicar borrifadas de FLUIMARE®, SALSEP®, MARESIS®, RINOSORO SIC®,  ou SNIF® em cada narina três ou quatro vezes ao dia.

Nunca utilizar vassoura ou espanador de pó para a faxina doméstica. Realizar faxina sempre com pano úmido (mesmo após usar aspirador de pó) no mínimo três vezes por semana em todo o domicílio, e todos os dias no quarto de dormir.Não fumar e não permitir que se fume em nenhum cômodo da residência.

  • Evitar animais domésticos dentro da residência. Nunca permitir animais domésticos dentro do quarto de dormir!
  • Evitar objetos que acumulem poeira no quarto de dormir. Retirar brinquedos, animais de pelúcia, livros, cadernos, porta-retratos, almofadas, acolchoados, cortinas, tapetes, carpete, objetos de pêlos ou penas, abajures, quadros com moldura, etc., e manter o menor número possível de móveis no quarto.
  • Trocar a roupa de cama (lençóis e fronhas) uma vez por semana e lavá-la com água quente (60°C).
  • Evitar cobertores de lã, fios soltos ou chenile. Prefirir cobertores sem pêlos, como colchas ou edredons.
  • Manter a moradia sempre bem arejada e seca (sem grandes focos de umidade e mofos).
  • Forrar travesseiros e colchões com material plástico (como capas “anti-alérgicas” ou “anti-ácaros”).
  • Evitar roupas e agasalhos de lã que soltem pêlos. Preferir agasalhos de flanela, gabardine, veludo, náilon, couro, malhas de seda, algodão, etc.
  • Evitar contato com pó-de-arroz, pó de giz, pó de pedra, talco, serragem, etc.
  • Evitar ambientes úmidos e embolorados. Não permitir formação ou acúmulo de mofo em nenhum lugar da residência (pode-se utilizar tintura de iôdo diluída em álcool a 50%, ácido fênico a 5%, ou merthiolate incolor). Jamais utilizar pastilhas anti-mofo!
  • Evitar substâncias de cheiro forte, como inseticidas, odorizantes, aerossóis, vernizes, tintas, perfumes, incensos, etc.
  • Evitar o manuseio de objetos e roupas guardados por tempo prolongado. Expor roupas ao sol mensalmente.
  • Evitar exposições prolongadas ao frio, principalmente desprotegidas.
  • Realizar atividades desportivas semanais com regularidade.
  • Comer diariamente frutas (maçã, laranja) e vegetais.
  • Lembrar-se de usar suas medicações conforme prescrição médica e manter acompanhamento através de consultas periódicas conforme orientação médica.