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Olfato e Alzheimer ?

De acordo com estudo publicado este mês no jornal Rhinology, há uma correlação entre distúrbios iniciais de olfato e doenças neuro-degenerativas que levam à demência (e.g. Alzheimer, Parkinson, etc.).

 Sabe-se que doenças neuro-degenerativas acarretam em, entre outras deficiências, dificuldades em discriminação olfativa. Esse estudo, porém, concentrou-se em detectar alterações mínimas entre odores, e demonstra assim que pequenas, mínimas, alterações na capacidade olfativa podem surgir entre os primeiros sintomas dessas doenças.

Ao paciente de terceira idade, então, é importante ficar atento com pequenas mudanças em suas habilidades olfativas. Como há vários motivos nasais para tais alterações (e.g. Rinite, Pólipos Nasais, Sinusite Crônica, etc.), o ideal é buscar uma avaliação nasal minuciosa antes de suspeitar de uma doença neurológica. Não obstante, faz-se importante tal avaliação em luz da possibilidade, embora remota, de diagnóstico precoce de Alzheimer ou Parkinson, quando o tratamento é mais eficaz.

Ao colega Otorrinolaringologista, é importante lembrar-se de doenças neuro-degenerativas face paciente com disosmia e sem correlação nasal convincente após investigação minuciosa.